Gestão financeira em instituições de ensino: equilíbrio, inovação e decisão estratégica para o futuro da educação
Em um cenário em que escolas precisam conciliar qualidade pedagógica, modernização constante e sustentabilidade financeira, a gestão econômica tornou-se um dos pilares mais decisivos para o sucesso das instituições de ensino. É o que aponta o especialista Leonardo Chucrute, Gestor em Educação e CEO do Zerohum, ao analisar os erros mais comuns e as práticas fundamentais para uma administração escolar sólida, inteligente e orientada para o futuro.
Chucrute destaca que não basta reunir uma equipe pedagógica qualificada se a saúde financeira não acompanha o ritmo de crescimento. O gestor moderno precisa atuar como um estrategista, mantendo visão global do negócio e antecipando desafios. O ponto de partida é o fluxo de caixa organizado, com controle minucioso das entradas e saídas, projeções realistas e atenção às sazonalidades do calendário escolar. “Quando não há previsibilidade, qualquer oscilação afeta diretamente a qualidade oferecida”, afirma.
Outro eixo essencial é o planejamento orçamentário anual, que deve ser construído com base em dados e alinhado à missão pedagógica. O especialista lembra que ainda há escolas que investem pesadamente na estrutura física, mas negligenciam a formação docente, a inovação pedagógica e a atualização de materiais — elementos que realmente definem a experiência educacional e a percepção de valor das famílias.
A precificação equivocada figura entre os erros mais perigosos. Muitas instituições incorporam atividades extracurriculares, contratam serviços ou aderem a projetos complementares sem calcular com precisão os impactos no orçamento. A ausência de negociação com fornecedores e parceiros também reduz a competitividade e compromete os resultados.
No campo financeiro, a inadimplência continua sendo um dos maiores vilões. Para enfrentá-la, Leonardo Chucrute recomenda políticas claras e humanizadas de cobrança, canais flexíveis de negociação e relacionamento próximo com as famílias. Segundo ele, a confiança e a comunicação transparente são tão importantes quanto o rigor dos controles internos.
Um dos equívocos mais graves, porém ainda frequente, é a falta de separação entre as finanças pessoais e institucionais. A mistura de contas reduz a precisão das análises e contamina o planejamento estratégico, colocando em risco a longevidade da instituição.
A tecnologia surge como uma aliada poderosa nesse processo. Sistemas de gestão escolar integram dados, automatizam rotinas, emitem boletos, organizam relatórios e permitem monitorar, em tempo real, a situação financeira da escola. Essas ferramentas dão ao gestor uma visão analítica, permitindo decisões ágeis e fundamentadas.
Para completar, Chucrute orienta os gestores a acompanhar indicadores como custo por aluno, índice de evasão, taxa de renovação, margem de lucro e eficiência operacional. “Os números contam a história da escola. Quando o gestor aprende a interpretá-los, ele ganha capacidade de ajustar a rota rapidamente”, reforça.
Ao final, o especialista lembra que uma gestão financeira eficiente não significa apenas equilibrar contas, mas assegurar que a instituição continue cumprindo sua missão maior: transformar vidas por meio da educação. “Escolas sustentáveis são escolas que planejam, inovam, se conectam com as famílias e investem continuamente no pedagógico”, conclui.
(*) Leonardo Chucrute é CEO do Zerohum, mentor de empresários, palestrante e autor de livros didáticos.

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