O setor educacional atravessa um dos períodos mais desafiadores — e promissores — de sua história. Em meio a rápidas transformações sociais, tecnológicas e comportamentais, empreender na educação deixou de ser apenas uma alternativa de negócio e passou a ser uma necessidade estratégica para quem deseja gerar impacto social e valor real. A análise é de Leonardo Chucrute, gestor em Educação e CEO do Zerohum.
Segundo o especialista, embora a sociedade tenha avançado de forma acelerada nas últimas décadas, o modelo educacional tradicional ainda carrega características de mais de 50 anos atrás. “As escolas mudaram pouco, mas os alunos, professores e o próprio processo de aprendizagem são outros. Hoje, lidamos com pessoas mais conectadas, exigentes e que esperam experiências educacionais dinâmicas, personalizadas e baseadas em metodologias ativas”, destaca.
Nesse novo cenário, a tecnologia surge como uma aliada indispensável, mas não como substituta do papel humano. “Ferramentas digitais ampliam possibilidades, otimizam processos e facilitam o acesso ao conhecimento, porém a educação continua sendo essencialmente relacional. O contato humano, a empatia e o propósito permanecem no centro”, reforça Chucrute.
Empreender na educação, de acordo com o CEO do Zerohum, significa identificar e resolver dores reais. As oportunidades estão em diversas frentes, como reforço escolar, plataformas digitais, capacitação de professores, desenvolvimento socioemocional e implementação de metodologias inovadoras. “O ponto-chave é compreender o problema e apresentar soluções que realmente melhorem a aprendizagem e tornem a jornada do estudante mais eficiente”, explica.
Apesar das oportunidades, os desafios são significativos. A resistência à mudança ainda é um dos principais entraves, especialmente entre profissionais que temem novas metodologias ou o uso de tecnologias. Além disso, limitações financeiras de escolas e famílias exigem criatividade e flexibilidade dos empreendedores. “Mais do que vender um serviço, é fundamental se posicionar como parceiro, demonstrando resultados claros e preocupação genuína com alunos e famílias”, ressalta.
A Inteligência Artificial, segundo Chucrute, já ocupa um papel estratégico nesse processo. Ferramentas como o ChatGPT auxiliam no planejamento de aulas, na personalização de conteúdos e no atendimento às necessidades individuais dos alunos. Já soluções como o Power BI contribuem para uma gestão educacional mais eficiente, orientada por dados e focada em resultados, além de otimizar tempo e recursos.
Outro ponto central para o sucesso de negócios educacionais é a liderança. “Empresas bem-sucedidas têm líderes que sabem ouvir, delegar, motivar e tomar decisões alinhadas a dados e valores. Liderar pelo exemplo cria equipes engajadas e impacta diretamente a experiência de alunos e pais”, afirma.
Para quem deseja empreender no setor, a recomendação final é adotar uma postura produtiva e estratégica. Diferenciar o urgente do importante, manter foco em atividades que gerem impacto e estabelecer metas claras são atitudes essenciais. “Empreender na educação é plantar sementes que geram frutos duradouros. Transformar a vida de uma pessoa é, sem dúvida, o maior retorno possível”, conclui.

Leonardo Chucrute é CEO do Zerohum, gestor em Educação, mentor de empresários, palestrante e autor de livros didáticos.

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