No dia 21 de março, é celebrado o Dia Internacional da Trissomia do Cromossomo 21 (T21) — data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para promover conscientização, combater o preconceito e ampliar oportunidades de inclusão social. Mais conhecida como Síndrome de Down, a condição genética exige atenção especial quando o assunto é educação.
A especialista em desenvolvimento infantil Luciana Brites, CEO do Instituto NeuroSaber, reforça que o conceito de inclusão escolar precisa ir muito além da simples presença do aluno em sala de aula.
“Incluir não é apenas garantir matrícula. É oferecer condições reais para que o aluno aprenda, participe e se desenvolva”, destaca.
Entendendo a Trissomia do Cromossomo 21
A T21 ocorre quando há a presença de três cromossomos no par 21, o que dá origem ao nome da data (21/03). Diferente do que muitos pensam, não se trata de uma doença, mas de uma condição genética que pode estar associada a algumas características específicas.
Entre elas, estão:
Além disso, podem ocorrer condições associadas, como:
Por isso, o acompanhamento médico multidisciplinar é essencial para garantir qualidade de vida.
Desafios e estratégias na aprendizagem
Na escola, estudantes com T21 podem apresentar Deficiência Intelectual, o que impacta habilidades como:
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Linguagem
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Memória
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Raciocínio lógico
Essas características exigem estratégias pedagógicas personalizadas, baseadas em evidências científicas.
Um dos principais pontos destacados por estudos recentes é o processo de alfabetização:
- Métodos baseados apenas na memorização visual de palavras não são os mais eficazes
- A instrução fônica (relação entre letras e sons) apresenta melhores resultados a longo prazo
- Apesar de exigir mais tempo e repetição, esse método favorece a construção sólida da leitura e escrita.

Práticas pedagógicas que fazem diferença
Luciana Brites também aponta estratégias simples e eficazes que podem ser aplicadas no ambiente escolar:
- Uso de lápis mais grossos ou adaptadores, facilitando a coordenação motora
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Utilização de materiais concretos no ensino da matemática
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Atividades com apoio visual e repetição estruturada
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Estímulo contínuo à participação ativa do aluno
Essas abordagens ajudam a transformar o aprendizado em algo mais acessível, significativo e eficiente.
Inclusão de verdade: um compromisso coletivo
Sobre a especialista
Luciana Brites é psicopedagoga, psicomotricista, mestre e doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento pela Universidade Mackenzie. É CEO do Instituto NeuroSaber, palestrante e autora de livros voltados à educação e transtornos de aprendizagem.

Saiba mais: https://institutoneurosaber.com.br

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